O seu cão já é sénior? Saiba como lidar com ele

10 Setembro 2016

Se tem um cão sénior como seu companheiro de vida, deve estar atento aos seguintes sinais:

- Redução no nível de atividade (cães mais “preguiçosos”, que mostram relutância ao exercício físico, que dormem durante mais tempo)

- Modificação da resposta a determinados estímulos (não ligam à bola, quando sempre adoraram brincar com ela)

- Alterações no ciclo do sono (alteram os hábitos de descanso, ficando mais ativos durante a noite e dormindo durante o dia)

- Alterações nas relações sociais (deixam de tolerar a presença de outros cães, pessoas que não conhecem, ou mesmo outros animais, ou, pelo contrário, passam a ser mais tolerantes as estas mesmas presenças)

- Aumento da ansiedade (tornam-se mais instáveis, incapazes de gerir a frustração da ausência do tutor ou de outro companheiro não humano)

- Eliminação inadequada (cães com rigorosos hábitos de higiene, tornam-se descuidados e passam a urinar ou defecar em zonas onde nunca o tinham feito)

Se tem um cão sénior como seu companheiro de vida, deve estar atento aos seguintes sinais:

- Redução no nível de atividade (cães mais “preguiçosos”, que mostram relutância ao exercício físico, que dormem durante mais tempo)

- Modificação da resposta a determinados estímulos (não ligam à bola, quando sempre adoraram brincar com ela)

- Alterações no ciclo do sono (alteram os hábitos de descanso, ficando mais ativos durante a noite e dormindo durante o dia)

- Alterações nas relações sociais (deixam de tolerar a presença de outros cães, pessoas que não conhecem, ou mesmo outros animais, ou, pelo contrário, passam a ser mais tolerantes as estas mesmas presenças)

- Aumento da ansiedade (tornam-se mais instáveis, incapazes de gerir a frustração da ausência do tutor ou de outro companheiro não humano)

- Eliminação inadequada (cães com rigorosos hábitos de higiene, tornam-se descuidados e passam a urinar ou defecar em zonas onde nunca o tinham feito)

- Confusão mental, perda de memória, (desorientação espacial, dificuldade, mesmo que momentânea, em localizar a água, a comida, os brinquedos, ou mesmo a porta da rua; demora no reconhecimento de pessoas ou animais com os quais sempre conviveu; andar sem nexo e em circulo)

- Vocalização excessiva e desproporcionada (ladrar por ladrar, sem motivo aparente, muitas vezes dirigido a nada visível; passar a vocalizar durante a noite, enquanto deambula sem destino pela casa)

- Incapacidade para resolver problemas simples (dificuldade em ultrapassar obstáculos físicos ou para mudar de direção ao encontrar uma barreira, como por exemplo uma parede)

O aparecimento de qualquer destes sinais, associado ou não a sintomas de doença física, deverá condicionar uma visita ao veterinário assistente.

No entanto, no ambiente familiar, podemos tomar algumas medidas para minimizar os efeitos da demência e retardar a sua evolução. Se formos responsáveis e pró-ativos poderemos ter cães saudáveis, por mais tempo.

Aqui ficam algumas dicas para os responsáveis tutores de velhotes de quatro patas poderem melhorar consideravelmente o dia a dia destes animais:

 

  1. jogos com comida
  2. ambiente estimulante: poderão ser pequenos períodos de passeio
  3. brincar: alguns jogos podem estar para lá das capacidades físicas que o animal apresenta no momento, mas outros podem ser adaptados às limitações da idade.
  4. contacto social: devem ser encorajados a interagir mais com o animal.
  5. marcação ambiental com odores: o olfato é dos últimos sentidos a serem perdidos. Assim, em animais de visão reduzida pelas cataratas e de audição limitada, poderemos identificar locais importantes para o seu dia a dia com odores diferentes. Poderemos recorrer a ervas aromáticas, velas de cheiro ou perfumes de ambiente.
  6. marcação com sons: em animais que mantém alguma capacidade auditiva, poderemos marcar estes mesmos locais com sons diferentes, que retiramos facilmente da internet e que mantemos como som ambiente.
  7. marcação com luz: a simples decisão de manter uma pequena luz de presença no local de repouso, pode ajudar um cão idoso a localizar a água ou a comida, ou mesmo a tomar consciência do local familiar em que se encontra.
  8. marcação do piso com texturas: a cobertura antiderrapante em todos os locais de passagem poderá ajudar estes animais a conseguirem movimentar-se com menor dificuldade. Para além disso, serão também eles mais uma pista para a identificação do local.
  9. exercício físico: terá que ser adaptado às limitações físicas e cognitivas do cão. Devem continuar os passeios diários, se possível mais frequentes mas menos prolongados. A natação é um ótimo exercício para esta faixa etária, mas deverá ser feito em água morna e relaxante.
  10. facilitar o acesso aos recursos básicos: deveremos disponibilizar mais recursos, tais como bebedouros, comedouros e locais de descanso, colocados em zonas mais acessíveis, sobretudo ao nível do chão.
  11. proporcionar um sono descansado e reparador: a colocação de uma luz de presença permitirá ao cão orientar-se e sentir-se mais relaxado, uma vez que sente que controla o ambiente. Colocar na cama uma peça de roupa do tutor facilitará a orientação olfativa. As janelas deverão estar fechadas e as cortinas corridas para evitar a entrada de luz às primeiras horas da manhã.
  12. treino: servirá para o estimular cognitivamente, para além de relembrar exercícios básicos de obediência, tantas vezes esquecidos devido ao envelhecimento cerebral.

 

Não será de mais lembrar a importância do maneio da dor crónica. Muitos destes cães estão em permanente sofrimento devido ao desconforto causado pela degradação articular. Não sendo possível curar, podemos reduzir os efeitos desta doença, recorrendo a fármacos. Se a dor estiver controlada, o cão estará mais disponível para colaborar com o seu tutor.

Fonte: Visão, http://visao.sapo.pt/opiniao/bolsa-de-especialistas/2016-09-10-O-seu-cao-ja-e-senior--Saiba-como-lidar-com-ele, 10 de setembro de 2016